sexta-feira, maio 27, 2011

terça-feira, julho 19, 2005

Mais uma de mendigo

Manhã fria e a dona da padaria ao lado tentando expulsar o mendigo, cujo traje se resumia em um cobertor esburacado.
- Não, não... pode sair daqui. Hoje não. Já te dei comida ontem. Pára de encher o saco! Você está obstruindo a passagem dos meus clientes.
- Que é isso, madame. Sabes com quem tás falando? Não sou nenhum mendigo.
- É mendigo sim!
- Tudo bem, mas não sou fedorento!

terça-feira, junho 21, 2005

Flagrantes da Vida Real


Moro em Porto Alegre e uma coisa que me sensibiliza muito são os moradores de rua ou mendigos que "residem" em minha cidade. Por conta disso, presto atenção no que se passa com eles bem como em seus rápidos diálogos. Presenciei várias situações engraçadas mas relato três muito interessantes.
Numa manhã muito fria estava saindo de meu prédio para o trabalho. Em frente estava deitada uma mendiga cheia de sacolas. Era muita sacola! Fiquei impressionada pela quantidade e parei para olhar e pensei comigo mesma: "Como é que ela carrega tudo isso?" Não demorou muito para ser interpelada pela própria mendiga que acabara de acordar, com a seguinte pergunta: "O que você tá olhando, sua invejosa?"


Outra vez, em um domingo de manhã, estavam deitados no chão três mendigos. Dois homens e uma mulher. Estavam completamente bêbados, esfarrapados e o mau cheiro exalava a muitos metros do local onde os mesmos encontravam-se. A mulher começou a bater em um deles dizendo: "Me devolve o meu desodorante! Por que você quer meu desodorante se você não toma banho?" (Até parece que o desodorante era verdadeiro e que ela tomava banho....)


E para encerrar, presenciei uma discussão de um casal de mendigos. Esse casal, juntamente com seu filho e um senhor idoso, dormiam debaixo de uma marquise em frente à Livraria Sulina. Certa manhã era possível ouvir a discussão de longe cujo diálogo deu-se da seguinte maneira:
Homem: - Eu deveria ter me casado com uma mulher rica!
Mulher: - Eu é que deveria ter casado com um homem rico!
Homem: - Por que? Tá te faltando alguma coisa?

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Papel ao Vento

Um senhor, há muito tempo tanto falou que seu vizinho era ladrão que o rapaz acabou preso. Dias depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto e processou o homem.
No tribunal, o velho diz ao juiz: Comentários não causam tanto mal.
E o juiz responde:
- Escreva os comentários num papel, depois pique e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.
O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte.
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem, disse o juiz.
Responde o velho:
- Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.
Responde o juiz:
- Da mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos consertar o mal. Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada. Sejamos donos de nossa boca, para não sermos escravos de nossas palavras.
Moral:
Pessoas inteligentes falam sobre idéias!
Pessoas comuns falam sobre coisas!
Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas!

sexta-feira, dezembro 12, 2003

C.A.M.A

Surfando pela internet encontrei um site maravilhoso: C.A.M.A - Centro de Assistência aos Mal-Amados. Lá você pode se cadastrar, chorar as mágoas e até rezar. A oração para as mal-amadas: "Pai nosso que estais entre nós, santificados sejam todos os homens sós. Venham sempre e estejam presentes, para satisfazerem nossas necessidades urgentes, assim no informal como no papel. Da galinhagem masculina livrai-nos hoje, perdoai as horas que passamos no salão de beleza assim como nós perdoamos o futebol que os deixa contundidos. E quando quisermos cair em tentação, livrai-nos dos broxas de plantão! Amém". E para os mal-amados: "Pai nosso que esteja onde estiver, santificada seja essa coisa deliciosa chamada mulher! Venham a nos todas elas, para satisfazerem nossas vontades assim na Terra como no motel. Do toco nosso de cada dia nos privai hoje, perdoai as mulheres que nos têm recusado assim como nos perdoamos as que nos fazem sofrer e por favor, deixai-nos cair na tentação, mas livrai-nos das desilusões, amém!". E as coisas não param por aí. O site apresenta a diretoria, ficha e carteira de associado, dicas de azaração, simpatias e muitas outras coisas para um desocupado que não tem o que fazer além de ler sites ridículos e acessar o Capeletti.



quinta-feira, novembro 13, 2003

Abafador de Ruídos

Depois que inventaram a pizza doce e disseram que a Carla Perez poderia cantar, não duvido de mais nada. Me apresentaram um utensílio que faria inveja ao Professor Pardal: abafador de ruídos de impressora matricial. Trata-se de um equipamento quadrado, cujas dimensões ninguém tem idéia pois não possui Manual do Usuário, forrado internamente com uma manta de espuma, possuindo um ventilador em sua lateral caso o ruído venha a produzir faíscas. Não entrarei no mérito das razões que levaram o fabricante a produzir tal preciosidade. Poderia entrar no mérito das razões que fizeram alguém adquirir tal equipamento. Por outro lado até poderia ser útil em certas ocasiões. Sugeri colocarem a Nara Otaran dentro dele. A Ilana entraria no mesmo somente após um surto de enxaqueca. A Goretti só chegaria perto para se certificar se a Ilana estaria bem acomodada dentro dele. Ao contrário da colega Sandrinha Ravison, carinhosamente apelidada pela sovina da Beli de "Fada", por tratar-se de uma menina de fino trato, linda e maravilhosa, que só produz ruídos quando ri, quando fala e quando caminha. Que o digam os vizinhos do prédio localizado na Olavo Bilac. A Nádia caberia em dois caixões: um para o corpo e alma e um para os vastos glúteos. A sovina da Beli, pretensa aposentada, num lampejo de sovinhez, trouxe um mísero lanche de pão preto, queijo Santa Clara, peito de peru e requeijão. Não se preocupou com a preferência gastronômica da "Fada" que prefere queijo de Minas, requeijão light e peito de chester defumado. E, para completar, insinuou que a injustiçada "Fadinha" trouxesse um pacote de farinha de centeio para ajudar nas despesas de confecção dos famosos pães de cimento. O único que alimenta bem a injustiçada Sandrinha e faz com que a mesma perca muitas calorias para manter aquele corpinho esbelto, é o "Dri", detentor dos direitos autorais do Sambaki (www.sambaki.blogspot.com).

terça-feira, novembro 11, 2003

Fui assaltada!

Ontem à noite resolvi fazer a tradicional janta "café-com-leite" e me deparei com uma situação inusitada: falta de pão. Lancei mão do meus únicos dez reais e me dirigi ao mercadinho ao lado de minha casa. Quando cheguei lá, entrou comigo um "negão" , dois por dois e cheio de mar prá dar. Como sou uma pessoa amável, não foi necessário que o meliante dissesse nada. Entreguei, de livre e espancada vontade, meus míseros dez reais e tentei, sutilmente, cair fora. Suddenly, o educado ladrão me agarrou pelos cabelos e me jogou para dentro do boteco. Limpou o caixa, deu um tapa na cabeça do proprietário e chamou todos de vagabundos. Claro, estávamos sem fazer nada e ele trabalhando! Moral da história: fiquei sem dinheiro, sem pão e sem cabelo. Estou na lista dos necessitados de implante de cabelo, juntamente com o ex-governador de Santa Catarina. E por falar em governador, onde está o policiamento ostensivo tão prometido e esperado? Lasier Martins nunca mais falou na Segurança Pública. Para ele deve estar tudo bem, ao contrário do meu couro cabeludo que continua latejando.